O design ao serviço do crescimento económico:
Pedro Gomes acumula prémios internacionais. A sua última criação, a cadeira Bounce, chegará em breve ao mercado. Apesar das propostas do estrangeiro, o designer quer desenvolvê-la em Portugal.

As horas que Pedro Gomes, 27 anos, passava ao computador levaram-no a experimentar uma nova posição de trabalho: sentado numa bola pilates. A esta circunstância aliou-se a permanente vontade de criar coisas únicas e inovadoras, e assim nasceu o projeto da cadeira Bounce, que em Junho de 2012 recebeu o prémio Design and Design, mas já antes despertara a atenção do mundo do design. “O feedback do sector e das empresas à cadeira foi uma surpresa”, admite Pedro. E acrescenta: “A Bounce permite ao utilizador estar em constante movimento, mas mantendo um nível de conforto agradável e estimulante”.

Esta foi apenas uma das mais de dez distinções internacionais que o jovem designer recebeu nos últimos três anos. Entre elas destaca-se o prémio Faces of Design 2012, referente a todo o seu portfólio, o qual figurará num livro que será apresentado a 1.500 decisores nesta área. Para já, 2012 tem sido extremamente positivo. “O reconhecimento que estes prémios trazem resulta na angariação de mais clientes”, revela o jovem que fundou a empresa Pedro Gomes Design, em Aveiro. Depois de trabalhar dois anos em Munique, Alemanha, e em São Francisco, Estados Unidos, regressou a Portugal. Objetivo? “Usar o know-how e experiência que ganhei lá fora para incentivar o crescimento económico do país”, partilha. E a verdade é que não lhe faltam propostas para trabalhar no estrangeiro: chineses e indianos querem produzir a cadeira Bounce; empresários de outros países querem comercializá-la. Mas Pedro sabe o que quer: “Criar parcerias estratégicas com empresas nacionais e internacionais no desenvolvimento de soluções criativas. Aqui os clientes deixam de ser clientes e passam a ser parceiros”. E, no caso da cadeira Bounce, é taxativo: “Quero produzi-la em Portugal, com empresas portuguesas. E quero que tenha um preço acessível”. A longo prazo espera “implementar estratégias criativas em mais empresas e mostrar o valor do design enquanto ferramenta de trabalho e de inovação”. Portugal agradece.